
Para a Mazda, este novo D-SUV é fundamental para a sua estratégia de modelos elétricos. A marca não abandona outras formas de propulsão, mas agora começa a sua aposta forte num mercado onde não pode deixar de estar presente. Francisco Mota explica os detalhes e indica o preço em Portugal.
Antes de apresentar o Mazda CX-6e em solo português e de dar mais detalhes à Imprensa portuguesa, o construtor japonês explicou detalhadamente a sua estratégia futura em termos de áreas de propulsão. Como se tem visto, os japoneses não fizeram questão de estar na primeira vaga dos elétricos, apesar de terem marcado presença com o MX-30 e a sua versão REEV, com extensor de autonomia.

O D-SUV depois da berlina
Com a berlina de grandes dimensões Mazda 6e duplicaram a oferta, desta vez com uma berlina de 4,92 metros e agora lançam uma variante deste modelo fruto de uma “joint-venture” com os chineses da Changan, que deu origem também ao Deepal SL02 lançado em 2022. Ambos são fabricados na China, com afinações de suspensão específicas e desenho próprio, para o Mazda 6e.

O CX-6e continua a mesma “joint-venture” com a Changan, sendo emparelhado com o Deepal S07. Na verdade, a plataforma é a mesma para os quatro modelos, apenas com as modificações necessárias para fazer um par de D-SUV. Contudo, a Mazda mostra que continua a saber dar um aspeto único aos seus carros, mesmo quando a base tem outras origens. Elegância e originalidade não são valores fáceis de casar, mas a Mazda tem feito isso há vários anos e continua a ser muito bem-sucedida neste CX-6e. Ainda para mais com uma aerodinâmica cuidada que inclui várias entradas e saídas de ar.

Qualidade premium
O mesmo se pode dizer dos interiores, com uma qualidade apercebida excelente, que nada fica a dever à Lexus, para dar o exemplo de uma marca premium japonesa. A maior originalidade é a presença de um enorme ecrã tátil de 26” que vai do meio ao lugar do passageiro da frente. O condutor tem um subtil painel de instrumentos e um HUD de tamanho XXL. Os retrovisores podem ser do tipo digital, acrescentando mais dois monitores ao interior. Espaço em comprimento não falta nos lugares de trás. A mala tem 468 litros e o “frunk” leva 80 litros.


Só está disponível uma motorização, que usa uma bateria LFP de 78 KWh, anunciando uma autonomia mista WLTP de 484 Km. O motor e a tração são traseiros, com 258 cv e 290 Nm. A bateria demora 24 minutos para ir dos 10 aos 80% de capacidade, usando um carregador de 195 KW DC, no máximo, pois a arquitetura é de 400 Volt. Os preços começam nos 41 543 euros, para a versão menos equipada.
Mazda CX-6e
Potência: 258 cv
Autonomia: 484 Km
Preço: 41 543 euros
