Targa67
Sign In
  • Início
  • Hoje Guiei Um…
    Hoje Guiei Um...Ver mais
    PRIMEIRO TESTE – Condução autónoma: Ford ultrapassa Tesla
    6 de Agosto, 2026
    PRIMEIRO TESTE – KIA Seltos: Um SUV que não é elétrico
    29 de Julho, 2026
    Primeiro Teste – DS Nº7: O perfume mais procurado
    27 de Julho, 2026
    VÍDEO – Renault Twingo E-Tech: Assim se faz um citadino elétrico!
    25 de Julho, 2026
    Primeiro Teste – Renault Clio Eco-G 120: GPL com mais potência e autonomia
    22 de Julho, 2026
  • Vídeos
    VídeosVer mais
    Vídeo – BYD Dolphin G DM-i: Meio elétrico, meio híbrido
    2 de Agosto, 2026
    VÍDEO – KIA EV2: O líder da “invasão”
    18 de Julho, 2026
    VÍDEO – Opel Grandland PHEV: Mais autonomia, mais elétrico
    11 de Julho, 2026
    VÍDEO – Alpine A290 GTS: Garra não lhe falta
    4 de Julho, 2026
    VÍDEO – KIA Sportage HEV: Muito melhorado
    27 de Junho, 2026
  • Elétricos
    ElétricosVer mais
    NOVO – XPeng L03: Devia chamar-se… G3
    2 de Agosto, 2026
    Primeiro Teste – DS Nº7: O perfume mais procurado
    27 de Julho, 2026
    VÍDEO – KIA EV2: O líder da “invasão”
    18 de Julho, 2026
    NOVO – XPeng P7+: Elétrico “três-em-um”
    17 de Julho, 2026
    VÍDEO – Renault 5 E-Tech Roland Garros: Vai um joguinho?
    13 de Junho, 2026
  • Crónica à 6ª
    Crónica à 6ªVer mais
    Crónica à 6ª – Quem é Tianshu Xin da Stellantis
    7 de Agosto, 2026
    Crónica à 6ª – Ramirez: Para onde vai o estilo Hyundai?
    1 de Agosto, 2026
    Crónica à 6ª – MG Go! ou Mini Cooper: Qual é o herdeiro do original
    25 de Julho, 2026
    Crónica à 6ª – China vs. EU: E se “eles” comprassem as “nossas” marcas
    17 de Julho, 2026
    Crónica à 6ª – Kia vs. VW: Mais ou menos oferta?
    11 de Julho, 2026
Notificação
IMG_20180719_174025
1
Hoje Guiei Um...

Aston Martin DBS Superleggera, “my name is…”

0498bbf0-volvo-xc90-t8-twin-engine-6
1
Crónica à 6ª

Volvo paga um ano de energia a quem comprar um “plug-in”

Toyota_2
1
Hoje Guiei Um...

Teste – Toyota Corolla 1.8 Hybrid: nova evolução híbrida

Arkana_50
1
Hoje Guiei Um...

Teste – Renault Arkana 1.3 TCe: será a melhor versão?

Font ResizerAa
Targa67Targa67
Search
  • Hoje Guiei Um…
  • Vídeos
  • Elétricos
  • Crónica à 6ª
Sign In Sign In
Siga-nos
Copyright © Targa 67
Targa67 > Blog > Crónica à 6ª > Carros pequenos vão desaparecer
Crónica à 6ª

Carros pequenos vão desaparecer

Francisco Mota
Última atualização: 5 de Abril, 2019 11:47
Por Francisco Mota 8 Min leitura
PARTILHAR

[soliloquy id=”2084″]05/04/2019. Os carros mais pequenos e baratos têm os dias contados. Os construtores preparam-se para os deixar de fabricar a curto prazo. De quem é a culpa?…

Conteúdos
Tudo começou com o MiniMuitos segmentos“Canibalizado” pelo segmento BO fim da linha para os pequenosTramados pelas emissõesElétricos não são soluçãoConclusão

A notícia não tem feito títulos, mas o processo está em marcha acelerada: os carros mais pequenos e baratos vão desaparecer do mercado. Em conversas que tive com várias marcas, fiquei a saber que os modelos citadinos estão condenados a desaparecer, eliminando do mercado as opções mais acessíveis a quem deseja comprar um carro novo.

Tudo começou com o Mini

O primeiro Mini foi o grande impulsionador dos pequenos citadinos, que na altura do seu lançamento era, na verdade, muito mais do que isso. Tinha tanta arrumação dentro do habitáculo, que podia efetivamente ser um pequeno familiar, ou pelo menos era isso que queria fazer passar a publicidade da altura. O Mini foi o primeiro a abrir um filão de pequenos modelos de motor transversal dianteiro e tração às rodas da frente, uma solução técnica que rapidamente passaria a ser utilizada por carros cada vez maiores, substituindo a arquitetura tradicional do motor longitudinal dianteiro e tração atrás.
Mas nos tempos do primeiro Mini, a oferta do mercado era incomparavelmente mais simples do que hoje.

Muitos segmentos

Com a estratificação da oferta, começaram a ser definidos segmentos divididos por tamanho e por preço, e cada vez surgiram mais segmentos. A ideia era fazer o consumidor começar a sua carreira automobilística por um modelo dos mais pequenos e acessíveis e depois ir subindo à medida das suas possibilidades económicas e necessidades de transporte familiar, para modelos maiores e mais caros.

No entanto, as coisas foram mudando gradualmente de rumo, sobretudo no que aos pequenos citadinos diz respeito. Com o crescente congestionamento das cidades, os citadinos começaram a cumprir também a função de segundo carro das famílias, muitas vezes usados para as deslocações diárias nos centros urbanos com trânsito mais denso.

O Smart ForTwo foi o extremo desta prática, tanto mais que está limitado a apenas dois lugares, o que elimina o transporte familiar, em grande parte dos casos. É um segundo carro típico, sabendo-se que as ambições de vendas de um segundo carro raramente são muito grandes.

“Canibalizado” pelo segmento B

O segmento imediatamente acima, o dos utilitários, rapidamente se instalou como o mais versátil, no compromisso entre dimensões exteriores, espaço habitável e preço. Tanto mais que é o segmento com maior concorrência e aquele em que as estratégias comerciais são das mais agressivas.

Resultado: frequentemente, é possível comprar um carro do segmento B por pouco mais dinheiro do que um do segmento A.
Logicamente, os compradores optam pela opção do segmento B, pois, na maioria dos casos, os compradores só adquirem carros pequenos quando não têm dinheiro para comprar um maior.

O fim da linha para os pequenos

A erosão nas vendas do segmento A é mais do que óbvia e já dura há vários anos. Foi isso que levou algumas marcas a constituírem parcerias para partilhar projetos neste segmento, veja-se o caso do Toyota Aygo/Citroën C1/Peugeot 108, do VW up!/Seat Mii/Skoda Citigo ou do Smart ForFour/Renault Twingo.

Do lado dos construtores, os volumes de vendas são tão pequenos que começam a tornar impossível resolver a equação sem perder dinheiro. A questão é que, a não ser que se opte por um nível de construção verdadeiramente “low cost”, que muitas vezes não se encaixa com a imagem das respetivas marcas, fabricar um carro do segmento A não é muito mais barato que fabricar um do segmento B.

Mas o mercado não está disposto a pagar o mesmo pelas duas opções. A imagem do carro pequeno e barato ainda é um estereótipo.

Tramados pelas emissões

Se a situação já era difícil, para os carros mais pequenos e acessíveis, as novas normas de emissões de CO2 vieram tornar tudo ainda mais complicado. A consequência imediata foi a subida dos preços, devido às taxas mais severas sobre as emissões de CO2. Preparar os motores de modelos do segmento A para baixarem as emissões tem custos que não se conseguem amortizar nas margens de lucro, que já eram muito pequenas.

E o futuro ainda é mais negro, pois não se espera que os construtores façam esse esforço, sendo mais fácil pura e simplesmente deixar de fabricar esse tipo de modelos.
O consórcio entre a Toyota e a PSA, já declarou que os modelos que partilham a base no segmento A, referidos acima, não vão ter sucessores. A VW também já disse que o projeto do up! e “primos”, também tem os dias contados e não terá sucessor. E a Smart também anunciou o fim da parceria com a Renault.

Na verdade, resta o Fiat 500 como o único que consegue ter uma expressão de vendas aceitável, em conjunto com margens de lucro saudáveis, devido ao posicionamento premium que o modelo conseguiu atingir. E os coreanos da Kia e Hyundai, que ainda não revelaram detalhes para o i10 e Picanto.

Elétricos não são solução

Para quem pensava que um pequeno citadino elétrico seria a escolha ideal, servindo os que se movimentam diariamente na cidade, também vai ser uma desilusão. Desde logo porque os construtores já disseram que, com os custos atuais das baterias, é impossível vender um pequeno carro elétrico citadino por muito menos de vinte mil euros, praticamente o dobro daquilo que hoje custa um citadino a gasolina.
O fim dos citadinos parece certo. Mas será que vamos mesmo ter saudades deles.

A verdade é que, muitos só os compravam porque não tinham dinheiro para comprar um carro maior, não porque gostavam de andar encolhidos dentro de um carro minúsculo. Mas será que vai aparecer uma opção, para quem não tenha (ou não queira) gastar muito dinheiro num carro?

A Dacia tem mostrado que há uma saída, como o prova o sucesso dos seus modelos, sobretudo na Europa. Mas não vejo ninguém a seguir o seu exemplo, talvez porque o problema da obrigatória redução das emissões continua a ser uma preocupação que não se resolve com “low cost”, mas sim com “high cost.”

Conclusão

Que vamos encarar uma questão social, em que os compradores com menos meios financeiros vão ter cada vez mais dificuldade na aquisição de um automóvel novo, isso parece certo. A continuação da utilização dos carros usados, fazendo-os durar muito para lá do razoável, deverá ser uma das tendências, a que já hoje se assiste. A solução talvez passe pela utilização de plataformas de carros partilhados, não pela propriedade, o que vai mudar por completo a relação que muitas pessoas têm com o “seu” automóvel.

Francisco Mota

Ler também: Agora é oficial: afinal o Diesel não está morto

 

TAGGED:CitadinosfeaturedFiatgasolinaHyundaiSmartVW
Partilhe este artigo
Facebook Email Copy Link
- Pub -
Ad imageAd image

Veja também estes artigos

BYD-Tang-EV-Norway
Crónica à 6ª

Crónica – Quem destronou a Tesla como Nº1 dos elétricos?

Por Francisco Mota 15 de Julho, 2022

Afinal o 208 GTI pode voltar, mas elétrico e só na GB

Por Francisco Mota 20 de Maio, 2020
TROC_9
1
Crónica à 6ª

Crónica – VW T-Roc vai passar a ID.Roc e será elétrico

Por Francisco Mota 28 de Abril, 2023
COMPARATIVO_48
Crónica à 6ª

Crónica – Coisas que irritam 7: onde estão os 4 piscas?…

Por Francisco Mota 19 de Agosto, 2022
IMG_20201007_082134_1
1
Hoje Guiei Um...

Teste – Mini Cooper elétrico: heresia ou benção?…

Por Francisco Mota 12 de Outubro, 2020
800px-Charging_stations_in_SF_City_Hall_02_2009_02
1
Crónica à 6ª

Diesel: cinco perguntas a que o Ministro não respondeu

Por Francisco Mota 2 de Fevereiro, 2019

Targa 67

Subscreva a nossa newsletter

  • FichaTecnica e Estatuto editorial
  • Termos e Condições

Copyright © Targa 67

Don't not sell my personal information
Go to mobile version
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?