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Targa67 > Blog > Hoje Guiei Um... > Primeiro Teste – Opel Grandland Plug-In: Mais autonomia
Hoje Guiei Um...

Primeiro Teste – Opel Grandland Plug-In: Mais autonomia

Opel Grandland Plug-in Hybrid

Francisco Mota
Última atualização: 25 de Março, 2025 16:26
Por Francisco Mota
NewOpelGrandlandPlug-inHybrid (7)
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Highlights
  • A Versão PHEV do Opel Grandland aumentou a autonomia em modo elétrico face à geração anterior.

Com o novo Grandland Plug-In Hybrid, a Opel passa a ter um argumento para aliciar os gestores de frotas. Claro que a concorrência é feroz neste segmento, mas o maior dos modelos da marca alemã tem trunfos para se defender, como pode ver no Primeiro Teste TARGA 67, conduzido por Francisco Mota.

Conteúdos
Novo sistema híbridoModos de conduçãoPor dentroMuito espaçoCondução suaveMuito silenciosoAmortecedores FSDConclusãoOpel Grandland Plug-in Hybrid

O novo Opel Grandland foi lançado em Abril de 2024 e é o primeiro modelo da marca a utilizar a plataforma STLA Medium, partilhada com o Peugeot 3008/5008 e com outros modelos que vão ser lançados em breve. É uma plataforma muito versátil, capaz de receber motorizações MHEV, PHEV e BEV.

Desta vez, fui testar a versão PHEV, ou Plug-In Hybrid, que estreia também um novo sistema deste tipo na Stellantis, capaz de fazer 900 km sem parar, depois de gastar a energia da bateria e a gasolina do depósito. Mais relevante será a autonomia em modo 100% elétrico, que a Opel anuncia ser de 87 km em ciclo misto WLTP, graças a uma bateria de 17,9 kWh úteis, que demora 3h00 a fazer uma carga completa num carregador de 7,5 KW AC.

Novo sistema híbrido

O sistema híbrido recarregável utiliza uma nova versão, muito alterada, do motor 1.6 de quatro cilindros da Stellantis, do qual só o bloco permaneceu. Passou a trabalhar em ciclo Miller, recebeu um turbocompressor de geometria variável, distribuição por corrente, redução de atritos internos e ausência de alternador.

Isto porque a transmissão tem uma caixa de dupla embraiagem e sete relações que incorpora o motor elétrico de 125 cv e 120 Nm, que faz as funções do alternador e de motor de tração. As rodas motrizes são as dianteiras e o sistema arranca sempre em modo elétrico.

Modos de condução

Falando de modos de condução, estão disponíveis apenas três: Electric/Hybrid/Sport, selecionáveis no conhecido botão balanceiro da Stellantis, colocado na consola. Ao lado está outro botão “best-seller” do conglomerado automóvel, o gatilho encastrado da transmissão, que continua a ter alguma lentidão na resposta.

Há um porta-objetos a meio da consola, com uma janela de plástico atrás da qual está o carregador sem fios para smartphones.

Por dentro

O painel de instrumentos digital é relativamente pequeno, mas não é difícil de ler. Não está alinhado com o monitor central tátil que aglomera praticamente todas as funções de bordo. Há botões de atalho mais abaixo, para aceder rapidamente a paginas como a da climatização.

A posição de condução é relativamente alta, para o segmento C-SUV, com um volante que “cai” bem nas mãos e tem botões hápticos. As patilhas para comandar a caixa de velocidades são pequenas e o banco tem demasiado apoio lombar. A visibilidade é boa e a sensação de qualidade está ao nível habitual da Opel, com alguns bons materiais e um desenho simples e sem excesso de decoração.

Muito espaço

O espaço disponível na primeira fila é mais do que suficiente, a consola central não rouba muita largura e o acesso é fácil. O mesmo posso dizer da segunda fila, com muito espaço para os joelhos, boa altura e largura suficiente. O banco rebate 40/20/40 e está moldado para dois, por isso o lugar do meio é mais estreito, alto e duro. Quanto à mala, tem 550 litros de capacidade (o mesmo das outras versões) e um espaço amplo sob o piso para guardar os cabos da bateria, à falta de um “frunk” sob o capôt dianteiro.

Comecei o teste em modo Electric, com o motor a mostrar que a entrega de binário foi bem programada: é pronta, sem ser brusca. Neste Primeiro Teste, em Maiorca, não tive tempo para confirmar a autonomia anunciada em modo elétrico, o que terei de confirmar mais tarde, num teste em Portugal.

Condução suave

De resto, a condução a baixa velocidade beneficia de uma direção bem assistida e de um pedal de travão fácil de dosear. Há uma função “B” que se liga num botão minúsculo ao lado do gatilho da transmissão e que dá acesso a um nível de regeneração na desaceleração superior. Faz uma retenção moderada a que é fácil qualquer condutor habituar-se, diminuindo o esforço do pedal do travão em muitas situações. No infotainment há também uma função E-Save, que pode guardar pelo menos 20 km de autonomia, não gastar mais energia da bateria ou até carregar em andamento até 100%.

Depois da cidade, saí para estradas secundárias e passei ao modo Hybrid, que continua a dar prioridade ao modo elétrico, desde que a bateria tenha carga e desde que não se acelere com muita força, situação em que a gestão do sistema considera que o motor elétrico deixa de ser eficiente e acrescenta o motor a gasolina. A velocidade máxima do motor elétrico é de 140 km/h, com o motor a gasolina chega aos 220 km/h.

Muito silencioso

A entrada ao serviço do quatro cilindros turbo ocorre sem excesso de ruído, provando que a insonorização foi bem feita. Proporciona uma resposta superior de todo o sistema, que assim atinge a potência máxima combinada. A Opel anuncia os 0-100 km/h em 7,8 segundos, um bom valor para um C-SUV que pesa 1896 kg e tem 195 cv de potência máxima combinada.

Em autoestrada, o Grandland Plug-In Hybrid mostrou-se silencioso e muito estável, sem as oscilações parasitas que se encontram noutros modelos do mesmo tamanho. O motor passa poucas vibrações para o habitáculo, provando o seu progresso, sendo capaz de manter ritmos elevados sem esforço, devido aos 195 cv e 350 Nm combinados.

Amortecedores FSD

Apesar da vocação 100% familiar do Grandland, a Opel não resistiu a proporcionar uma experiência de condução numa estrada estreita e sinuosa, acabada de asfaltar e com trânsito limitado. Condições perfeitas para experimentar o modo Sport. Esta versão Plug-in do Grandland tem suspensão MacPherson, na frente, como todas as versões da gama e suspensão de barra de torção atrás, ao contrário da versão 100% elétrica que tem uma multi-link atrás. Mas ambas partilham amortecedores FSD, sensíveis à frequência. Não é a mesma coisa que amortecedores adaptativos ativos, são uma solução passiva, mais barata mas com bons resultados.

No mau piso, a suspensão e os pneus 235/50 R20 já tinham mostrado um bom nível de conforto. Aumentando o ritmo na tal estrada secundária, o Grandland acaba por ter alguma inclinação lateral, sobretudo em mudanças de apoio bruscas, por exemplo em sequências rápidas de curvas. O ESC faz um trabalho ótimo, evitando bem as saídas de frente quando entrei em curva depressa demais, com o piso húmido.

Na reaceleração, a tração é boa, a força de 350 Nm chega ao asfalto, mesmo na saída de curvas mais fechadas. Nestas acelerações e nas recuperações é bem notória a participação da parte elétrica, pois o Grandland consegue subir rapidamente de velocidade em terceira relação, sem precisar de descer a segunda.

A caixa de dupla embraiagem tem patilhas, mas as passagens não são muito rápidas nem muito obedientes, além de que a gestão da caixa faz passagens a subir, sempre que acha bem, ignorando a vontade do condutor. Ou seja, não há um modo verdadeiramente manual na transmissão. O que também não há é uma vontade da suspensão traseira participar na rotação do Grandland em curva, nem depois de provocado. Isso só prova a vocação familiar do modelo, pelo que não o critico.

Conclusão

Com este novo Grandland Plug-In Hybrid, a Opel tem um bom argumento para as frotas das empresas, que continuam a beneficiar de benesses na compra e utilização de sistemas PHEV, que não estão disponíveis aos compradores privados. O novo sistema híbrido subiu muito a autonomia em modo elétrico, mas não foi a única área em que o maior modelo da Opel (4,650 m) melhorou. A dinâmica, o espaço e a qualidade também deram um notável passo em frente.

Opel Grandland Plug-in Hybrid

Potência: 195 cv

Preço: 43 850 euros

Ler também, seguindo o link: Primeiro Teste – Opel Mokka: Retoques e novo motor

TAGGED:OpelOpel GrandlandOpel Grandland PHEVOpel PHEVStellantis
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