Tem SUVs em todos os segmentos onde está presente, mas chegou à conclusão que ainda há clientes para uma berlina elétrica de grandes dimensões. Assim se pode resumir a razão do lançamento do ES90, que o Francisco Mota foi descobrir, ainda sem ordem para o guiar.

A história da Volvo foi feita de grandes berlinas e algumas carrinhas, mas isso de nada importa, quando o mercado se vira quase totalmente para os SUV. A marca sueca, de propriedade chinesa, não teve problemas em mudar de rumo e foi até uma das primeiras a apostar fortemente no formato SUV. Mas foi sempre mantendo uma oferta paralela de berlinas e de carrinhas.

Uma berlina fastback
Com a passagem para a eletrificação quase total, pensava-se que talvez apenas os SUV fizessem sentido, até por questões técnicas, mas a verdade é que a Volvo identificou potenciais clientes em número suficiente para investir numa berlina elétrica de grandes proporções. Nasce assim o ES90.


A plataforma SPA2 é a mesma do EX90, portanto com suspensão de braços sobrepostos, na frente e multibraço, atrás com molas pneumáticas e amortecedores adaptativos. Tem 5000 mm de comprimento e uma distância entre-eixos de 3102 mm o que permite montar debaixo do habitáculo baterias de 92 KWh ou 106 KWh.

Seguindo a norma WLTP, a Volvo anuncia uma autonomia combinada de 633 Km, para a menor. Quanto às prestações, alcança os 180 Km/h e acelera dos 0 aos 100 Km/h em 6,6 segundos com 333 cv, 480 Nm e tração atrás a puxar os 2410 kg. Graças à arquitetura de 800 Volt, a bateria pode ser carregada até uma potência máxima de 350 KW, demorando neste 22 minutos para ir dos 10% aos 80% de carga.

O ES90 tem uma nova geração de software, mais rápida e que permite, entre outras coisas, aumentar a velocidade das ajudas eletrónicas à condução recorrendo a vários sensores, radares e até um Lidar, colocado no tejadilho, sobre o para-brisas.

Cx recordista na marca
Esta apresentação estática decorreu num pavilhão bem iluminado, mas a cor escura da unidade em exibição não facilitou a perceção das linhas da carroçaria fastback, que juntam um perfil conservador com alguns detalhes de estilo decalcados dos mais recentes modelos da marca. Não lhe falta harmonia, mas não é um desenho que surpreenda pela imaginação. Tem um Cx de 0,25, o melhor de sempre na Volvo.

O interior tem altos níveis de qualidade apercebida, mas o piso é alto em relação ao assento, no lugar de trás, deixando as pernas mal apoiadas no assento, apesar do bom comprimento para os joelhos. O acesso pareceu fácil, quase tanto como num SUV em termos de altura ao chão.

A posição de condução beneficia de um banco confortável e com excelente apoio lateral, o volante tem amplas regulações e os pedais estão bem colocados. Atrás do volante há um painel de instrumetos de pequenas dimensões mas fácil leitura e o ecrã tátil central, colocado na vertical, tem excelente definição e razoável organização.
CONCLUSÃO
Em termos de gama, o ES90 existe na versão Single Motor de 333 cv e 480 Nm com bateria de 92 KWh, 633 km de autonomia combinada e um preço de 85 368 Euros. Mais tarde chegam duas versões com dois motores e tração às quatro rodas, a Twin Motor com 449 cv e bateria de 106 KWh com 700 Km de autonomia; e a Twin Motor Performance com 680 cv, a mesma bateria e a mesma autonomia.
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